OUTRO
É inescapável. Ao longo de nossa vida criamos vidas paralelas. Não como fuga, mas simplesmente como uma forma de sobrevivência; de adequação. Uma vida acadêmica, outra profissional, outra amorosa e uma real, etc. Eventualmente essas vidas se contrapõem e se fundem; e óbvio, todas são falsas. Ás vezes, até a vida real se torna falsa, embora isso seja um problema que tende à demência ou ao devaneio. Como já disse, chamam isso de falsidade, eu chamo de sobrevivência: não dá para ser o mesmo em tudo na vida, ou melhor, não dá para ser o mesmo para pessoas diferentes. Não por questões de cordialidade ou subserviência; mas porque existem mundos falsos com pessoas falsas; e infelizmente nesses mundos, nossa presença se faz necessária. Digo, é preciso ter jogo de cintura para tolerar certas pessoas; e é preciso mais ainda para chamar essa tolerância de relacionamento. Não se deve envergonhar-se de ser outra pessoa certas vezes. Há espaço; sobram ocasiões. Aqui, nesse blog, sou o eu real. Quase sempre. Às vezes. Quase sempre.
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