O desejo de termos um mestre que nos responda à todas as perguntas é igualmente proporcional ao quanto de segurança temos. Ok, disso já sabemos. Mas a idéia aqui é outra. Bem, qual? Não me recordo. Lembrei. ( juro, isso não foi uma tentativa fracassada de ser irônico, embora tenha sido patético, afinal, poderia ter omitido isso e continuado o post outro dia). Bem, liberdade, é sobre isso que vou escrever. Liberdade é algo inatingível, disso tenho certeza. E provo, prepotente que sou. A insegurança nada mais é - descobrindo a roda - que estamos desprotegidos, e proteção demais é sinal de perda de liberdade. Eis que se estamos inseguros estamos livres, desprotegidos, mas livres. Se estamos seguros estamos protegidos, mas presos. Alcançar a liberdade seria, pois, abrir mão da proteção, de um porto seguro. E por favor, desassociem tudo isso acima de qualquer contexto sentimental e romântico; falemos de política ou religião - porque aqui se dicute política e religião: se o Estado ou um Deus nos protege, nos sentimos seguros, caso não, somos livres, mas ao primeiro sintoma de percalso no rumo das coisas, eis que reclamamos da insegurança e do desamparo. Liberdade é mais que isso; liberdade é idealizar e realizar, causar e se responsabilizar; mas jamais ver um resquício que seja de influência forçada e nociva por parte de terceiro. Eis meu conceito de liberdade.
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