VOLUNTARIADO
Ser voluntário é ser triste. Ouvi isso no filme Dr. Jivago. Definição melhor não há. Voluntário hoje é sinônimo de curriculum, além de estar na moda, é claro. Ser voluntário é ser espontâneo, já dizia o dicionário; mas essa espontaneidade é exatamente a mesma àquela com que acordamos às 6 da manhã para trabalhar. O voluntariado só surge em países desiguais da mesma forma que a caridade e o famigerado lema "faça sua parte". Eu sei o que tenho de fazer, meus limites e minha concepção de respeito ao próximo. Sei também aquilo que devem, podem ou poderiam fazer por mim; coisas as quais pago ou não por tal. Caberia aqui um humpf!, mas eu sou um homem ponderado e nesse post não cabem onomatopéias. Sempre quis escrever onomatopéias.
UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

Eles chamam de "conformismo". Eu chamo de escravidão voluntária.

Eles chamam de "chance para mudar o país". Eu chamo de mais uma presepada para inglês ver.

Encerro aqui minha ilusão. Venci a batalha daquela velha gorda chamada utopia que me cercava cutucando meu traseiro com um espeto dizendo: "calma lá, seus filhos ou os filhos de seus filhos terão uma vida melhor". Inicio uma nova etapa; tudo aquilo que tiver prefixo bras para mim é esculhambação.

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