A BLASFÊMIA DOS BENS MATERIAIS

Tudo o que é criado pelo homem, seja o que for, será um bem material. Os sentimentos já foram inventados, as sensações já foram criadas. A dor; o êxtase; o prazer: tudo já foi criado. Você não houve alguém por aí publicando um trabalho sobre uma nova forma de prazer ou um sentimento parecido com a dor. Ou talvez, quem sabe, um novo tipo de paixão. Não. Tudo isso já existe. Eis uma grande incoerência cristã: se tudo aquilo que criarmos não tiver valor, não puder ser adorado, não puder ser acumulado, então estaremos blasfemando contra o grande "NOSSA" capacidade de criação.Que obviamente é nossa maior dádiva. Tudo depende de estabelecer limites.

PÃO E CIRCO

Se um dia, ao ler uma tese, eu me deparar com o endereço de algum blog lá nas referências bibliográficas terei certeza que alguma coisa estará errada... Já imaginou?  Blog tal, post tal, de tal dia, números de comentários... Aí sim, será a hora de partir para outra. Já será um "meio di comunicação di massa".

QUEM SE PREOCUPA COM O CONSERVADORISMO?

O conservadorismo da Igreja Católica é perigoso não só para a própria Igreja, levando-a a auto-destruição como disse o Alex Castro, como também é perigoso para o atraso do progresso mundial. Embora isso não seja novidade, claro.

Se há progresso e igualdade entre os povos, a Igreja perde toda a sua importância (sic) e seu fechar de portas é iminente, pois toda a sua "estratégia de marketing" é justamente a confraternização entre os povos.

A Igreja não vê a hora de se explicar; não vê a hora de ser questionada sobre seu conservadorismo pois isso dá a ela motivos para continuar viva. Um grande monstro cheio de tentáculos; mas um monstro movido por ideais e não por ações efetivas e úteis. O que ela faz é apenas dar corda para que seus seguidores continuem em busca de algo que dizem existir, mas que usam o pecado como fuga. É simples: peca-se, ajoelha-se, pede-se perdão e que desça mais uma, garçom. Lutam pela salvação dos outros, pois no dos outros é refresco.

GOZO, PUDOR E PRAZER

O primeiro contato que temos com o prazer é dado por nós mesmos. O primeiro toque, o primeiro calafrio, o primeiro êxtase, o primeiro gozo. E tudo isso vem de nossas mãos; de nosso próprio toque. Conhecemos o prazer real, de outra pessoa para nós, só depois de receber o prazer de nós mesmos.

Talvez venha daí o nosso eterno egoísmo; nosso eterno egocentrismo; nossas privações e nossos pudores.

BOM HOMEM

Então a bondade é isso. Te chamam de ''bom homem'', e você, sentindo-se completamente absorto e envolto dentro de tal afirmação, sente-se impossibilitado de fazer o mal; como que uma forma de desrespeito para com o ''elogio'' que lhe foi feito.

E isso não é a força de um eolgio. É apenas nossa capacidade de pensar que somos aquilo que acham que somos ou o que queremos que as pessoas pensem que somos.

O elogio é apenas um subterfúgio para nossas próprias máscaras.

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