Não vejo o motivo de tamanha discussão em torno do comentário do arcebispo do Rio, d. Eusébio Scheid, à respeito de Lula ser católico ou caótico. Todos nós sabemos que TODOS os chefes de estado/ditadores/reis/rainhas/políticos são ecumênicos.
Impossível agradar a todos? Que nada, basta saber fazer o sinal
da cruz, ouvir vozes ou baixar o santo que se está dentro.

Ser pioneiro é respeitar a clássica regra de que somente após árduos e detalhados estudos, uma técnica pode ser considerada eficaz; além, é claro, de ter como objetivo fundamental que a técnica seja de usufruto de toda a sociedade.
E é justamente isso que não vem ocorrendo, por exemplo, com os estudos de células-tronco, no qual surgem a cada dia, novos falsos profetas com soluções milagrosas para males seculares; tudo em busca de auto-promoção e inserção em entrevistas coletivas.
Tanto a ciência como a medicina têm seu imensurável valor para a humanidade, mas é necessário que se tenha a cautela para não deixar que interesses egocêntricos ultrapassem a barreira do bom senso.
Os males que acometem a humanidade não irão desaparecer do dia para a noite, e se a tecnologia e a ciência progridem a cada dia, é porque os homens foram abençoados com o dom da inteligência. Mas só a inteligência não é suficiente; humanismo e benevolência caminham juntos com a ciência e a tecnologia. O tempo não pára; mas tentar ultrapassá-lo é estupidez.
Vivemos
Devemos
A cena é patética: na mesa de um bar (pode ser uma quermesse também), os católicos estão lá; surge então o assunto religião (que não se discute, da mesma forma que política, of course), e como se não bastasse, eis que surge de lá das profundezas do canto da mesa o católico todo mergulhado em um misto de sabedoria e singularidade cuspindo: "sou católico, mas não-praticante".
Mas afinal, que diabos os católicos querem dizer quando afirmam: "sou católico não-praticante"?
Que se sentem incomodados por se intitularem católicos, mas que na verdade não seguem e não acreditam em absolutamente nada ou quase nada do que é pregado, e pregam, tudo no estilo "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço"?
Que confessam com isso que não têm capacidade nem coragem para seguir uma religião ou doutrina (seja lá o que for isso) seguindo seus preceitos?
Que querem deixar implícito que fazem sim, parte do maior rebanho do planeta, ou seja, que torcem pelo time com mais torcedores, mas que mesmo assim não vão à todas as partidas e não sabem o nome de todos os jogadores?
Quem souber, me avise, por favor.
Aqui, em meu leito de morte, tenho umas poucas palavras a dizer.
A saúde abandonou meu corpo e ele assim pediu misericórdia. Por toda a minha vida frente ao pontificado, defendi com sagacidade e fé a Igreja Católica; abracei a luta pela retomada dos fiéis que egressaram para uma nova diretriz, se tornando assim, evangélicos; tentei parar uma guerra e vi a guerra acabar.
Mas chegou a hora de dizer adeus, e assim também, deixar alguns perdões. À todos aqueles que fiz acreditar que a camisinha é um meio inútil de contracepção usando esse pretexto covarde como forma de defender a castidade; à todos aqueles que se assustaram, quando eu, juntamente com meus aliados em todo o mundo passei a travar uma verdadeira guerra contra os evangélicos, passando assim por cima de tudo aquilo que defendi no cristianismo:o respeito. À ciência; quando zombei de seus poderes e de suas curas.
Meu mais sincero perdão e minhas mais sinceras desculpas.
Karol Josef Woityla
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